Na Praça da Bandeira, no centro de São Paulo, funcionava a subestação de energia Riachuelo, construída em 1926. O prédio hoje é a Central 1926, embaixada cultural que abriga shows, festas, feiras, talks, exposições, eventos culinários e um estúdio de gravação, além de um terraço com vista para o centro. Criamos o branding e a identidade visual em 2022, na abertura da casa, e desde então assinamos a comunicação da Central.
Um lugar que recebe tudo corre o risco de não significar nada. A identidade precisava acolher uma programação sem centro definido e, ainda assim, fazer com que qualquer pessoa reconhecesse a Central em qualquer contexto.
A resposta veio da função original do prédio. Uma subestação recebe energia, converte e distribui. A Central faz o mesmo com cultura: converge o que chega de todos os lados e amplifica. Os símbolos da marca partem dessas duas ideias, convergência e amplificação, e o edifício de quase cem anos deixa de ser cenário para virar princípio.
Uma linguagem visual construída para acompanhar tudo o que a casa produz, de um show a uma feira. O sistema também organiza o convívio: os avisos do espaço, sobre respeito, assédio e patrimônio, foram tratados como parte da identidade e não como sinalização de serviço. A Central fala com o público dela no mesmo tom em qualquer situação.
Um prédio de 1926 encontrou uma linguagem contemporânea sem perder sua história. E quatro anos depois da abertura, a identidade continua viva porque continuamos dentro dela. Cada show, feira ou exposição que a Central produz passa pelo mesmo sistema, ajustado ano após ano junto com a programação da casa. É o tipo de projeto que não se avalia pela entrega, e sim pelo que resiste depois dela.





